Guilherme

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Guilherme

Data de nascimento: 08/01/1991

O Guilherme nasceu com baixo peso, apenas com dois quilos.

Era uma criança diferente, o primeiro contato que tive com meu filho foi no dia seguinte ao nascimento.

Eu tentei questionar, mas a enfermeira que o levou até mim, disse que o pediatra havia dito que estava tudo bem.

Fui para casa com ele, só que a criança tinha um choro estranho, parecia um gatinho miando.

No início mamava no peito, porém com o passar dos dias ele ao invés de mamar com mais força ele foi ficando fraquinho até não conseguir mais sugar no peito, foi ai que tive a idéia da mamadeira.

Ele já estava com dois meses de vida, teve febre e vomitou, corri para o hospital, chegando lá a pediatra me disse que era uma infecção, ficaria  internado e também me disse que ele tinha um retardo, no início eu não dei ouvidos a essa coisa de retardo,  pois eu era uma jovem inexperiente, além de nunca ter convivido com pessoas especiais.

A partir daí foram diversa internações, hora com infecção intestinal, hora com pneumonia, passávamos uma semana no hospital e outra em casa.

A Dra. Maria Blandina que cuida dele até hoje sempre dizendo que eu deveria levá-lo a Goiânia para fazer exames de dosagem hormonais, pois ela achava que ele tinha hipotireoidismo, mas tínhamos tantas dificuldades.

Um dia o Gui estava internado com pneumonia quando ela olhou os exames, me mandou que fosse naquele dia para Goiania.

Chegando lá o quadro clínico dele evoluiu, generalizou a infecção, depois teve meningite e foi parar na UTI ficando 24 dias.

Ai sim não teve como eu não perceber o que estava diante dos meus olhos.

A essa altura do campeonato eu estava grávida do meu filho mais novo.

Fui morar na Ilha do Bananal, lá só tinha como meio de comunicação a Rádiop Nacional da Amazônia, comecei a ouvir programas informativos e descobri que exercitar na água poderia ajudar, pois ele era vegetativo.

Até os nove anos ele não sentava, mas todos os dias eu o levava para a água e trabalhava, braços, pernas e pescoço.

Comecei a amarra-lo na cadeirinha e mesmo que ele não esboçasse reação nenhuma eu falava para ele que um dia ele iria caminhar.

Pois bem, aos dez anos ele firmou o pescoço, sentou e caminhou.

As viagens para Goiânia eram constantes.

Contei essa história inúmeras vezes, um dia ele se preparava para fazer cirurgia odontológica com anestesia geral, uma médica do Hospital Geral de Goiânia  me disse que pela investigação feita das características e comportamentos o Guilherme era portador da síndrome Miado do Gato.

Eu fiquei surpresa, pois nunca antes ouvi falar disso, ai disse para ela que eu nunca gostei de gatos, foi ai que ela me falou do Portal Cri du Chat e fui pesquisar, parecia que tudo o que eu lia sobre o assunto era como se estivesse descrevendo o Guilherme.

Isso me trouxe um grande conforto, pois eu me indagava o tempo todo querendo saber qual a minha parcela de culpa por ele ser especial.

Voltei a estudar, me formei em pedagogia e estou fazendo especialização em psicopegagogia.

Trabalho na APAE de Porangatu, mais precisamente na Equoterapia e vou escrever minha monografia da pós- graduação com o tema: A Influência da Equoterapia no Desenvolvimento Biopsicossocial da Pessoa com Cri du Chat.

 

Nilva e Divino, pais do Guilherme

10 Quadra, 06, Lote 06, Setor Morada Nova, Porangatu – GO

Cep: :76550-000, Telefone: 62-3362-8441

email:  Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

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