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Escolha
abaixo o profissional e saiba como cada um pode contribuir
com o portador Cri du Chat
Geneticista
Fisioterapeuta
Fonoaudiólogo(a)
Psicólogo(a)
Psicólogo(a) - Área
Escolar
Psicopedagogo(a)
Educação Física
Adaptada
Odontologia
Geneticista:
O Geneticista confirmará o diagnóstico do paciente
através do cariótipo, exame citogenético
que estuda os cromossomos, sendo assim capaz de detectar alterações
como, por exemplo, neste caso, a delação do
braço curto do cromossomo 5. Através do mesmo
exame realizado nos pais do portador, o geneticista poderá
também efetuar o aconselhamento genético a essa
família, informando o risco de recorrência da
síndrome e encaminhando o paciente para os profissionais
indicados.
Contatos:
Dra. Chong Ae Kim - CRM 40054 - Doutora em Medicina, Chefe
da Unidade de Genética do Instituto da Criança
do Hospital das Clínicas - FMUSP.
Dra. Ilana Kohl - CRBM 8199 - Biomédica, realizando
mestrado na Unidade de Aconselhamento Genético do Instituto
de Biociências da USP.
Fisioterapeuta:
FISIOTERAPIA NA SÍNDROME DE CRI DU CHAT. A criança
com Síndrome de Cri Du Chat poderá apresentar
um atraso no desenvolvimento neuromotor (rolar, sentar, engatinhar,
andar, etc.). As dificuldades poderão apresentar-se
ao nascimento ou durante o início da infância.
O diagnóstico é muito importante para que o
terapeuta oriente-se sobre problemas médicos ou contra-indicações
que podem interferir nos procedimentos de avaliação.
Contudo, é essencial que tal não cause mudanças
na conduta do terapeuta no sentido de prender-se a conceitos
predeterminados sobre as potencialidades da criança
com base no desempenho das demais crianças com o mesmo
diagnóstico. No tratamento do bebê ou criança
pequena, deve-se fazer uma abordagem transdisciplinar (médico,
fisioterapeuta, fonoaudiólogo, psicólogo, etc.).
As crianças que participam de um programa de intervenção
precoce, que significa atendimento nos primeiros meses de
vida, são beneficiadas. Os pais recebem orientações
práticas acerca da melhor forma para lidar com seu
filho, no aspecto de posicionamento, estímulo ao movimento,
controle postural e atividade funcional, bem como dúvidas
gerais, que vão surgindo no dia a dia da família.
Os profissionais devem centralizar-se nas potencialidades
e déficits que estiverem presentes clinicamente e não
somente no diagnóstico da criança. É
interessante ressaltar sobre a individualidade, onde há
muitas diversidades comportamentais e de desempenho para cada
caso. O plano de tratamento deverá estar baseado numa
avaliação cuidadosa e no estabelecimento de
objetivos associado, naturalmente, ao trabalho de orientação
familiar observando e suprindo suas necessidades. A habilitação
da criança precisa ser direcionada para os três
principais domínios da aprendizagem: sensoriomotor,
emocional-afetivo e cognitivo-perceptivo. A meta da fisioterapia
é maximizar o potencial da criança através
do alívio de quaisquer déficits sensoriomotores,
enfatizar o desenvolvimento neuromotor normal e enfocar suas
necessidades totais. As abordagens geralmente incluem técnicas
para melhorar o tono muscular e favorecer desenvolvimento
de padrões normais de movimento (equilíbrio,
coordenação motora, marcha). Devemos, também,
estimular a melhor integração de algumas modalidades
sensoriais como, por exemplo, a proprioceptiva (vestibular,
muscular e articular), bem como visuais e táteis. É
importante usarmos ambientes, materiais e equipamentos diversos,
a fim de que sua habilitação proporcione e possibilite
uma iniciativa motora para que a criança possa usá-las
no seu dia a dia. Para assegurar a transferência dos
efeitos benéficos do tratamento, devemos incluir no
programa de terapia a instrução dos pais, professores,
cuidadores e demais profissionais que atuam na habilitação
e que prestem assistência das técnicas de levantar,
carregar e manusear a criança. Crianças com
SCDC que recebem tratamento adequado poderão apresentar
melhor performance nos diferentes aspectos como o motor, cognitivo
e social, o que facilitará sua integração
social.
Contato: Cristie Vilma Furlan - CREFITO - 3/21880-F (Fisioterapeuta).
Formada na UNIABC (Universidade do Grande ABC em 1995. Pós
Graduada (Lato - Sensu), Fisioterapia Neurológica,
concluída em 2000. Atuando na AMAS (Associação
Metodista de Ação Social), O Semeador.

Fonoaudióloga (o):
A princípio é importante uma avaliação
do profissional e a realização de exercícios
nos órgãos fonoarticulatórios (língua,
lábios, bochechas, etc), para adequar as funções
neurovegetativas (sucção, mastigação,
deglutição, respiração e fonação).
0 fonoaudiólogo, através de atividades lúdicas
(jogos, brincadeiras, etc), irá atuar estimulando o
desenvolvimento da aquisição da línguagem,
podendo também trabalhar as alterações
fonêmicas (trocar, omissões, distorções
na fala), entre outras dificuldades de línguagem. Quando
não é possível desenvolver a línguagem
oral, o profissional pode utilizar a comunicação
alternativa, como gestos ou pranchas com símbolos de
comunicação. Entre outras funções,
o fonoaudiólogo realiza exames audiológicos
para avaliar a audição e os encaminhamentos
necessários (exames, e outros profissionais da área
da saúde), além de orientação
periódica aos familiares, complementando assim, o seu
trabalho.
Contato: Samanta C. Barbagallo - CRF - A8569 - (Fonoaudióloga).
Formada na PUC (Pontifícia Universidade Católica)
em 1996. Atua na APAE São Caetano do Sul e faz atendimento
clínico particular.

Psicóloga (o):
O psicólogo irá atuar desde o momento do diagnóstico,
afim de amenizar o choque inicial dos pais, devendo ser capaz
de ouvir e apoiar o casal, e acompanhá-lo periodicamente
em sessões de orientação, com a participação
de outros pais. Este momento é conhecido como Grupo
de Pais, um momento de "apoio mútuo" ; é
a oportunidade destes, de trocarem experiências e dividirem
os sentimentos de dor, tristeza, de frustração,
inseguranças, de culpa, vergonha, medos, revolta, etc...,
sentimentos estes comuns e freqüentes. É natural
que depois os pais comecem a se adaptar a situação
e aos poucos sentirem-se mais seguros, tornando-se menos inclinados
a ver a síndrome e mais inclinados a ver a criança.
A presença de uma criança com Cri du Chat, assim
como uma criança com qualquer outro distúrbio
permanente, afeta não somente os pais como também
os outros membros da família, e muito especialmente
os irmãos, que também devem ser assistidos pelo
psicólogo, afim de que, juntamente com outros irmãos
de portadores de deficiência mental, possam trocar suas
experiências e angústias comuns, afim de suavizar
e prevenir algumas dificuldades emocionais, que podem ocorrer
por inexperiência, ingenuidade e má orientação
de alguns pais. A criança portadora de Síndrome
Cri du Chat, pode também necessitar de acompanhamento
psicológico individual, sendo para isto necessário
se realizar uma avaliação psicodiagnóstica,
levantando suas reais necessidades, sendo então traçado
um programa adequado e individualizado que pode envolver psicomotricidade
(que tem como objetivo auxiliar na reconstrução
de etapas do desenvolvimento saltadas por ela, como também
estimulação sensório motora, melhorando
a percepção que a criança tem do próprio
corpo e através dele, do mundo que a rodeia) e ludoterapia
(com o objetivo de auxiliá-la na expressão de
seus sentimentos).
Contatos:
Renata de Almeida Libretti - CRP - 06/43788-1 (Psicóloga).
Formada em 1993, na UMESP, (Universidade Metodista de Ensino
Superior de São Paulo).

Psicopedagoga (o):
É uma área de estudo recente que trabalha na
compreensão do indivíduo enquanto aprendiz,
suas potencialidades, dificuldades e modalidades de aprendizagem,
bem como a influência do meio, da escola e da sociedade
no seu desenvolvimento bio-psico-social. Tendo em vista os
portadores da Síndrome CDC a psicopedagogia visa uma
melhoria na qualidade de vida, através de uma gama
de recursos psicopedagógicos mais adequados e qualitativos
de acordo com as características individuais. A contribuição
do Psicopedagogo é importante na busca de caminhos
para que os portadores da síndrome CDC desenvolvam
as suas potencialidades individuais, utilizando processos
de conhecimento, avaliação e intervenção,
principalmente trabalhando com estimulações
do desenvolvimento global e especifico..
Contatos:
Mônica Pestana Ursini. Pedagoga em Educação
Especial. Especialização em alfabetização.
Cursando Pós Graduação em Psicopedagogia.
Atuando na Escola Municipal de Ensino Especial Príncesa
Isabel, Cubatão, São Paulo.
Adriana C. do Nascimento. Pedagoga em Educação
Especial. Cursando Pós Graduação em Psicopedagogia.
Priscila de Souza Teixeira. Pedagoga em Educação
Especial. Cursando Pós Graduação em Psicopedagogia.

Psicóloga (o) / Educação Especial - Área
Escolar
Algumas escolas regulares têm aceitado o desafio de
trabalhar com o portador de Cri Du Chat e dentro de seus conhecimentos
têm alcançado evoluções. O atendimento
da educação especial tem desempenhado um papel
importante com relação ao desenvolvimento global
do portador. Em nossa experiência, trabalhamos com base
na teoria comportamental que nos auxilia na minimização
de comportamentos inadequados que prejudicam o bom desenvolvimento
da criança no ensino de repertórios que facilitam
seu desenvolvimento. visando melhor qualidade de vida. A equipe
de coordenação e de terapeutas que compõe
a escola especial (terapeuta ocupacional, fisioterapeuta,
fonoaudiólogo, psicólogo e pedagogo especializado)
é indispensável na orientação
dos professores e dos familiares. Considerando que a falta
de comunicação é um dos aspectos que
acomete uma grande parte dos portadores, estamos procurando
introduzir um método alternativo de comunicação
(P.C.S.). A síndrome de Cri Du Chat apresenta um leque
de características diferenciadas em cada portador e
portanto devemos olhar cada um como único em suas limitações
e explorar o máximo de suas potencialidades.
Contatos:
Cristiane M. B. Perini - CRP - 06/53863-2 - Psicóloga
/Educação Especial. Formada na UMESP, (Universidade
Metodista de Ensino Superior de São Paulo). Pós
Graduada na USP em Violência Doméstica. Diretora
de Escola Especial de São Bernardo do Campo.

Educação Física Adaptada:
Educação Física Adaptada: é uma
área da Educação Física, que tem
como objeto de estudo a motricidade humana para as pessoas
com necessidades educativas especiais, adequando metodologias
de ensino para o atendimento às características
de cada portador de deficiência, respeitando suas diferenças
individuais. ( Duarte; Werner, 1995 ) A Educação
Física Adaptada pode proporcionar, aos educandos, a
oportunidade de utilizarem suas habilidades por meio de atividades
motoras, jogos e desporto a fim de desenvolverem o máximo
de suas capacidades. A Educação Física
se constitui em uma grande área de adaptação
ao permitir, nos programas especiais, a participação
de crianças e jovens em atividade físicas adequadas
às suas possibilidades, proporcionando que sejam valorizados
e se integrem no mesmo mundo que os demais ( Cidade; Freitas
).
Contato: Cristiane Silva Amorim - CREF - 014859 - G - SP
- (Educação Física Adaptada). Formada
em 1993, na UNICASTELO (Universidade Camilo Castelo Branco).
Professora na Rede Pública Estadual, participa à
10 anos na UNICASTELO do Projeto DINDA que dá atendimento
para portadores de deficiência.

Odontologia
"
A Síndrome Cri Du Chat possui como característica,
a má formação dos maxilares, alteração
no aparecimento, na forma e posição dos dentes
de leite e por conseqüência pode alterar os respectivos
permanentes. Orientações básicas de Odontopediatria
para auxiliar Srs. Pais e/ou Responsáveis: Os dentes
decíduos (de leite) têm sua formação
a partir da 7º semana de vida intra-uterina, daí
a preocupação com antibióticos, doces,
flúor em excesso, que podem prejudicar a formação
do germe permanente. O poder de absorção da
mãe para o feto é muito grande. È importante
que a mãe vá ao Odontopediatra (dentista que
cuida de crianças) ainda grávida, depois leve
a criança ao nascer para uma avaliação
e orientação sobre higienização,
escovas, hábitos, dieta alimentar, mamadeira noturna,
etc., e assim permitindo que o profissional acompanhe todo
o desenvolvimento e crescimento da criança. Por volta
dos seis meses de idade começa a erupção
dos 1º dentinhos de leite e aos seis anos o 1º molar
permanente nascerá sem a esfoliação (cair)
de nenhum dente de leite, por isso pode ser confundido com
dente decíduo. A ordem de erupção (aparecimento)
dos dentes podem alterar de acordo com cada criança.
O seio materno deve ser dado por no mínimo 06 meses
para fortalecer a deglutição, a respiração,
sucção, a fala, os movimentos da língua
e posição dos lábios. Caso isso não
seja possível, o dentista, o médico e o fonoaudiólogo
irão orientá-los qual a melhor alternativa.
As chupetas devem ser retiradas após os dois anos de
idade, para não tornarem vício, o bico da mamadeira
não deve ser aumentado, e a criança deve se
alimentar o mais sentado possível, para não
alterar a formação dos maxilares e prejudicar
a dentição. "
Consultório
Odontológico Hage
Dra. Soraia Hage Banhara CRO-SP 63.805 Odontopediatria Odontologia
para portadores de necessidades especiais Ortodontia preventiva
e corretiva dos maxilares Dra. Elaine Hage CRO-SP 74.252 Endodontia
Clínica Geral email: odontohage@yahoo.com.br fone:
(11) 3255.0030 / 3214.4517

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As respostas fundamentam-se em literatura científica,
complementadas por dados de experiência clínica
fornecidos por profissionais colaboradores deste Núcleo.
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